O mercado digital transformou conhecimento em produto. Cursos online, mentorias, comunidades fechadas e infoprodutos tornaram-se parte do cotidiano de profissionais que encontraram na educação uma forma legítima de negócio. No entanto, fora do ambiente das redes sociais e das estratégias de lançamento, existe um filtro mais rigoroso: o da imprensa.
É nesse território que surge uma pergunta decisiva para quem vive da venda de conhecimento: como a mídia enxerga esse profissional? Como alguém que apenas comercializa informação ou como uma fonte legítima, capaz de contribuir para o debate público?
A resposta passa, inevitavelmente, pelo trabalho estratégico de posicionamento conduzido por uma boa assessoria de imprensa.
O critério da imprensa é diferente do critério do mercado digital
Enquanto o mercado digital valoriza alcance, conversão e performance, a imprensa opera com parâmetros distintos. Jornalistas e editores buscam fontes que apresentem:
- Conhecimento técnico verificável
- Clareza de posicionamento
- Capacidade de contextualizar temas atuais
- Contribuição real para o leitor
- Coerência entre discurso, trajetória e atuação
Não se trata de rejeição ao infoprodutor, mas de uma lógica própria do jornalismo. A imprensa não promove produtos, lançamentos ou promessas. Ela valida discursos, analisa relevância e seleciona vozes capazes de ampliar a compreensão de determinado assunto.
Por isso, a forma como o conhecimento é apresentado importa tanto quanto o conteúdo em si.
Onde nasce a distinção entre infoprodutor e especialista
A diferença entre ser visto como infoprodutor ou como especialista não está no que se vende, mas na forma como esse conhecimento se conecta com a realidade social, econômica ou cultural.
Do ponto de vista da imprensa, o especialista é aquele que:
- Analisa fatos com profundidade
- Opina com base em repertório técnico
- Traduz temas complexos para o público
- Mantém coerência ao longo do tempo
- Não depende exclusivamente de autopromoção
Já o profissional que aparece apenas para divulgar produtos, métodos ou resultados pessoais tende a ser percebido como alguém voltado exclusivamente ao próprio negócio — o que reduz drasticamente o interesse jornalístico.
Essa percepção não é definitiva, mas exige correção estratégica.
O papel da assessoria de imprensa na construção de autoridade
É nesse ponto que a assessoria de imprensa assume um papel decisivo. Mais do que intermediar contatos com jornalistas, ela atua como uma ponte entre o conhecimento técnico do profissional e os critérios editoriais da mídia.
Uma boa assessoria:
- Identifica temas com potencial jornalístico
- Ajusta o discurso ao formato da imprensa
- Define quais assuntos fortalecem a autoridade do cliente
- Prepara o especialista para entrevistas e posicionamentos públicos
- Constrói uma narrativa consistente ao longo do tempo
O objetivo não é “aparecer por aparecer”, mas ser reconhecido como fonte confiável. Quando esse trabalho é bem executado, o profissional deixa de ser apenas alguém que vende conhecimento e passa a ser consultado, citado e lembrado.
Empresas especializadas em assessoria de imprensa entendem que visibilidade sem estratégia não gera reputação — e reputação é o ativo mais valioso para quem vive da própria autoridade intelectual.
Por que muitos profissionais qualificados não ganham espaço na mídia
É comum encontrar especialistas altamente capacitados que nunca foram entrevistados ou citados pela imprensa. Na maioria dos casos, o problema não está na falta de conteúdo, mas na ausência de direcionamento estratégico.
Entre os principais erros estão:
- Discurso excessivamente comercial
- Falta de conexão com pautas atuais
- Linguagem técnica sem adaptação
- Tentativa de autopromoção direta
- Inconsistência de posicionamento
A imprensa valoriza quem contribui para o entendimento de temas relevantes, não quem utiliza o espaço como vitrine de vendas. A assessoria atua justamente para alinhar expectativa, discurso e oportunidade.
Da audiência digital à legitimidade institucional
Redes sociais são ferramentas poderosas para construir audiência. No entanto, audiência não é sinônimo de autoridade. A legitimação acontece quando terceiros — especialmente veículos de comunicação — reconhecem aquele profissional como referência.
Quando alguém passa a ser citado por portais, jornais, revistas ou programas especializados, ocorre uma mudança significativa de percepção:
- O mercado passa a enxergá-lo como especialista
- O discurso ganha lastro institucional
- A concorrência se torna menos relevante
- O valor percebido do conhecimento aumenta
Esse processo não acontece de forma improvisada. Ele exige planejamento, leitura de cenário e relacionamento contínuo com a imprensa — funções centrais de uma assessoria bem estruturada.
A imprensa como filtro de credibilidade
Ao contrário do que muitos imaginam, a imprensa não é um palco neutro. Ela funciona como um filtro. Apenas discursos consistentes, bem contextualizados e alinhados ao interesse público atravessam esse filtro.
Para quem vende conhecimento, isso representa uma oportunidade estratégica. Estar na imprensa não é apenas uma ação de comunicação, mas uma etapa de consolidação de reputação.
É o momento em que o profissional deixa de falar apenas para sua própria audiência e passa a dialogar com o mercado, com outros especialistas e com a sociedade.
Autoridade não se declara, se constrói
No ambiente digital, qualquer pessoa pode se apresentar como especialista. Na imprensa, esse título precisa ser sustentado por conteúdo, coerência e contribuição real.
O assessor de imprensa é o profissional que organiza essa construção. Ele ajuda a transformar conhecimento em pauta, experiência em narrativa e visibilidade em credibilidade.
Para quem vive da venda de conhecimento, essa diferença é fundamental. Porque no longo prazo, não vence quem grita mais alto, mas quem constrói uma reputação sólida e reconhecida.
E é exatamente nesse ponto que a assessoria de imprensa deixa de ser um complemento e passa a ser parte estratégica do sucesso.